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14 de fevereiro de 2014

Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel desenvolve oficina no projeto do TSA

Na última terça-feira, 11, o NAUrb - Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel, foi responsável pela oficina realizada com as crianças no projeto de Educomunicação do TSA. A oficina contou com a participação de 20 crianças que, através de desenhos, expressaram seus olhares sobre o local onde moram.

Metodologia e pesquisa do NAUrb
A atividade, segundo a professora e coordenadora do NAUrb, Nirce Saffer Medvedovsk​i, faz parte do Diagnóstico Rápido Urbano Participativo, o DRUP, que prioriza a percepção do morador sobre o ambiente. Segundo Nirce, o projeto de pesquisa do NAUrb é amplo. Além de pesquisar as tecnologias sociais aplicadas ao tema da habitação de interesse social, o projeto trabalha com a questão das políticas públicas- analisando como elas podem incorporar os processos participativos- das novas tecnologias, da saúde e habitação e, principalmente, dos métodos participativos. "O nosso grupo de pesquisa entende que o projeto inicia com a participação do usuário. O usuário tem que ser o primeiro a ser escutado. Nós entendemos que as coisas mais básicas sobre o local, eles sabem nos passar", relatou a professora.
A utilização da tecnologia foi pensada a partir da necessidade de renovação da metodologia dos diagnósticos participativos. De acordo com Nirce, o avanço da comunicação e das infinitas possibilidades que ela dispõe não podem ser ignorados.

A oficina
Na oficina com as crianças, foram utilizados métodos tradicionais. Através do desenho, foi proposto que cada criança representasse a casa onde mora. Para a Arquiteta e pesquisadora no NAUrb, Roberta Santa Catharina com essa atividade é possível conhecer cada uma das crianças, assim como suas moradias. "A nossa ideia era propôr que elas desenhassem o lugar onde elas moram e depois desenhassen o desejo delas, como elas gostariam que fosse o lugar que elas moram, a casa, o bairro ou a rua", explicou Roberta.
A segunda parte da atividade será realizada em outra oficina do NAUrb, ainda como data a ser definida. Já as tecnologias participativas serão incorporadas às atividades com os próximos encontros, que serão pensados a partir da produção das crianças.

Veja abaixo o vídeo da atividade:

5 de novembro de 2012

Movimento Ambientalista

A preocupação com o meio ambiente, diferentemente do que muitos dizem, não é questão de modismo. O mundo vem sofrendo modificações e não é de hoje que elas chamam a atenção dos ambientalistas. Você sabe quando foi que o homem começou a se dar conta de que produzir exacerbadamente sem pensar nos recursos naturais poderia trazer sérios prejuízos para o planeta?



SURGIMENTO
Durante a Guerra Fria, no período do pós-guerra, iniciaram-se no mundo diversos movimentos sociais de contracultura que traziam reflexões sobre a conjuntura do mundo de então.
Com o final da 2ª Guerra Mundial e o lançamento das duas bombas atômicas no Japão, a preocupação ambiental tomou a atenção dos ambientalistas - primeiramente voltada para a questão nuclear. Porém, não demoraram a surgir novos motivos para inquietação. Naquele momento a Europa vivia um período de reconstrução e re-industrialização - graças ao capital norte-americano, diga-se de passagem – alavancado pelo avanço tecnológico que movia as indústrias.
A partir daí as questões referentes à destruição de ecossistemas, poluição e extinção entraram na pauta do chamado movimento ambientalista.

A CHEGADA DO CONCEITO SUSTENTABILIDADE
Até os anos 80 o movimento ambientalista tinha como foco os desastres ambientais, que passaram a ser frequentemente veiculados pela mídia. Com a elaboração do Relatório Brundtland, em 1984, passou a se falar em desenvolvimento sustentável, ou seja, “a necessidade de uma nova postura civilizatória, onde a utilização dos recursos naturais deveria atender às necessidades das gerações presentes, assim como garantir o suprimento das necessidades das gerações futuras” (Carta de Estocolmo, 1972).
A Organização das Nações Unidas (ONU) convocou para 1992 a II Conferência Internacional de Meio Ambiente, na cidade do Rio de Janeiro. A Conferência, conhecida como Rio-92, elaborou a Agenda 21 (http://www.ecolnews.com.br/agenda21.zip) – acordo firmado entre 179 paises, estabelecedor de uma série de medidas preservacionistas que cada país deveria seguir.

AMBIENTALISMO NO BRASIL

O Movimento Ambientalista brasileiro surgiu com duas frentes: a criação da Fundação Brasileira para Conservação da Natureza no Rio de Janeiro – FBCN – e a criação da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – Agapan. Os dois movimentos influíram nas decisões do governo até a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente, em 1973, que elaborou a Política Nacional do Meio Ambiente.

Em 1992, com a Rio-92, o movimento brasileiro passou a ganhar maior visibilidade e adeptos, integrando ONGs e Movimentos Sociais. Recentemente, no mês de junho, o Rio de Janeiro recebeu o mundo para a Conferência Rio+20, marcando os 20 anos da Rio-92. Chefes de Governo, ambientalistas e representantes dos mais de 150 países discutiram dois temas: “A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza”, e a “Estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável”.

A história do movimento ambientalista mostra que a preocupação com o planeta é de longa data. Hoje, diversas questões estão sendo discutidas, porém é necessário um debate mais amplo, com maior parte da população. A mudança no comportamento só irá acontecer quando as pessoas se derem conta das proporções dos problemas ambientais. O TSA Pelotas surge com essa proposta: discutir nas comunidades as pautas referentes ao saneamento, tratamento de resíduos e fortalecimento da comunidade a fim de mobilizar a população pelotense na busca por uma relação de equilíbrio ambiental.