15 de março de 2013

Comissão de Acompanhamento de Obras reúne-se com a direção do Sanep

A CAO (Comissão de Acompanhamento de Obras) da rua Santo Antônio, bairro Santa Terezinha, reuniu-se novamente com o diretor-presidente do Sanep. O atual diretor, Jacques Reydams, recebeu a comissão em seu gabinete na tarde de ontem (14) e ouviu a demanda a respeito da pavimentação da rua que sofreu intervenções de obra no ano passado.
Reydams comunicou a CAO que a repavimentação da rua Santo Antônio será completa e não somente nas áreas em que a construtura instalou o CG3, como ficou acordado no contrato. Segundo informações do diretor, a Sanenco arcará com as despesas da repavimentação que será realizada pela Secretaria de Obras da Prefeitura. Porém, não foram estabelecidos prazos para a repavimentação.
Os moradores já haviam se reunido com o ex-presidente da autarquia, Daltro Irigoyen, em dezembro do ano passado (leia a matéria aqui).

Obras do CG3 seguem seu trajeto


A obra do Coletor Geral (CG3), no bairro Três Vendas, segue o traço planejado. Atualmente a frente de trabalho encontra-se localizada na rua Doutor Romano e seguirá seu trajeto até o Residencial G. Gotuzzo. Segundo a empresa executora da obra, a Sanenco, as máquinas deverão chegar ao Residencial entre sexta e segunda-feira.




Na última quarta-feira, ao invés de realizar sua rotineira reunião, o Coletivo Educador visitou o local a fim de comunicar os moradores a respeito da obra. O Coletor Geral deverá atravessar a rua e seguir cortando uma praça (indicada na foto abaixo), que tem a manutenção feita pela empresa G. Gotuzzo. O responsável também foi comunicado e já recebeu as garantias de que o espaço será reconstruído após a intervenção.
Praça do Residencial G. Gotuzzo, por onde passará o CG3.



12 de março de 2013

Pelotas prepara Plano Municipal de Qualidade Ambiental

Foto: Janine Tomberg
A Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) realizou na última sexta-feira, 8, a abertura das pré-conferências para construção do Plano Municipal de Qualidade Ambiental. O prefeito Eduardo Leite esteve no encontro e destacou a importância da participação das diversas entidades para construção do documento que irá nortear as ações ambientais da cidade.
As pré-conferências ocorrem em 12 encontros, todas as quartas-feiras, a partir desta semana no auditório da SQA. O secretário Neiff Satte Alam informou que o Plano será produzido nesses encontros e apresentado na Conferência Municipal de Meio Ambiente que ocorre dia 3 de junho. “O mês de junho será marcado por grandes eventos para construção de políticas ambientais, reunidos no I Fórum Socioambiental do Município”.
O Fórum irá homenagear o Arroio Pelotas, que há dez anos foi declarado patrimônio cultural. “Mais do que importância ambiental, o Arroio Pelotas carrega parte da história da constituição do Município e merece atenção e reconhecimento da população”, declarou Neiff.
As pré-conferências reúnem universidades, ONGs e secretarias municipais. Os encontros são abertos ao público todas as quartas-feiras das 13h30 às 15h30.
Foto: Janine Tomberg
Texto: Tatiana de la Torre

Últimas ações do TSA

5 de março
 
- Reunião projeto Rede Morar - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo UFPel
Na última terça-feira a coordenadora do TSA, Aline Fonseca, esteve na reunião do projeto Rede Morar no Naurb - Núcleo de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo da UFPel. A pauta da reunião foi direcionada às tecnologias participativas desenvolvidas dentro do Naurb em conjunto com o curso de Design. O objetivo do TSA em agregar essas tecnologias é possibilitar o envolvimento da população do entorno da Sanga do bairro Três Vendas de forma participativa nos processos de construção das ações socioambientais na área. Para iniciar a escolha das ferramentas que serão utilizadas pelo TSA, é necessário conhecer a população de destino das tecnologias. Para isso, será aguardado o mapeamento social que está sendo realizado pela Agência da Lagoa Mirim com previsão para ser entregue na próxima semana.


6 de março

 - Coletivo Educador
No dia 6 de março, em reunião, o Coletivo Educador conheceu a situação de intervenção de obra da Sanga do bairro Três Vendas. Durante a reunião o biólogo do TSA, Emerson Carlotto, esclareceu o porque da ocorrência das obras no entorno da Sanga e explicou os impactos causados pelo maquinário da construtora contratada, a Sanenco. Para saber mais acompanhe o blog do TSA que, nos próximos dias, publicará uma reportagem sobre o assunto.



8 de março

- Avaliação do Plantão Socioambiental
Na sexta-feira a AMIZ compareceu ao TSA para discutir um novo formato para a realização do Plantão Socioambiental. Alguns aspectos importantes foram discutidos, como divulgação, próximos locais de Plantão, oficinas e demais atividades que propiciem a participação social. A partir da reunião de avaliação ficou definido os dois próximos Plantões Socioambientais, nos dias 15 e 22 de março. Acompanhe as próximas publicações no blog e fique por dentro das atividades.

4 de março de 2013

Comparando o Plantão Social com a proposta de Plantão Socioambiental do TSA

Nas origens do Plantão Social estão presentes o cunho informativo de tal prática, para amenizar as contradições entre a sociedade civil e as demandas institucionais. Desse modo o Plantão Social vinha a ser um “apaziguador de conflitos”, onde não se tinha a intenção de construir uma consciência política emancipatória que viesse a subsidiar a luta pelos diretos sociais, ao contrário da proposta feita pelo Coletivo Educador do TSA sobre o Plantão Socioambiental .
Segundo Vasconcelos*, no Serviço Social os plantões, em sua maioria, trabalhavam com a demanda espontânea, ou seja, sem planejamento e continuidade nas ações e na forma com que elas eram abordadas. Porém a intencionalidade desse trabalho do TSA é produzir uma demanda crítica, política, participativa, onde se provoque sentimentos de pertencimento ao território. Temos um objetivo maior que a informação a respeito do andamento das obras do CG3 e do transtorno que essas causam, mas visualizando uma outra relação de cuidado ecológico, por meio da utilização de instrumentos tecnológicos audiovisuais que possibilitem a visualização do entorno da sanga revitalizado. Assim, facilitará que os moradores pensem pra além da demanda espontânea que são os transtornos da obra.
Somente através da construção de outro sentimento de pertencimento pode ser modificada a relação com o meio ambiente. Essa visão se relaciona com o conceito de Guattari**, que considera a ecologia como sendo: “completamente indissociável, composta por registros ecológicos do meio ambiente, das relações sociais e da subjetividade humana”. Para haver a participação social política desejada, a relação acima descrita é fundamental.
A idéia de a interação coletiva estar presente nos plantões socioambientais é justamente com a intenção de desconstruir a descrença sobre o saber popular. Ou seja, retirando o saber profissional de um patamar superior, construindo alianças e uma relação de confiança onde a população mobiliza-se pela causa central do projeto que é a proporção de uma melhor qualidade de vida.


Por Jéssica Silva De Ávila
                                                                                                    Laís de Freitas Oliveira
Graduandas de Serviço Social
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Cristine Jaques Ribeiro
Doutora em serviço social

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* VASCONCELOS, Ana Maria. Serviço Social e Práticas Democráticas na Saúde. In Serviço Social e Saúde. Formação e Trabalho Profissional. 2001.
** GUATTARI, Félix. As três ecologias/ Felix Guattari; tradução Maria Cristina F. Bittencourt – Campinas, SP Papirus, 1990