10 de novembro de 2017

TSA de casa nova


O Plantão Social está agora na rua Santos Dumont, 221, Centro de Pelotas. Os horários de atendimento são da 13:00 às 18:30, de segunda à sexta. Quaisquer dúvidas, reclamações e sugestões referentes às obras da Estação de Tratamento de Água São Gonçalo podem ser conversadas no TSA ou pelo telefone (53) 32288188.



27 de março de 2014

Oficinas do mês de março

11 de março - No dia 11 de março a equipe do Trabalho Socioambiental abordou na oficina o tema "Diferenças". Três histórias infantis que trabalham o tema foram utilizadas. As crianças foram divididas em grupos, onde leram as histórias, e depois apresentaram suas percepções para todos. O objetivo da atividade foi problematizar as diferenças que existem entre as pessoas, abordando os diferentes processos de desenvolvimento, concepções de famílias e padrões comportamentais e estéticos. A partir dessa atividade foi possível instigar a reflexão  acerca das diferenças existentes no próprio grupo entre as crianças. 
Outros aspectos como o respeito, alteridade e
vínculos também foram discutidos.

18 de março - A oficina do dia 18 de março explorou o tema do direito à cidade. Com o objetivo de problematizar as diferentes formas de ocupação das cidades, dois filmes foram utilizados: Os sem floresta e UP: Altas Aventuras. As duas animações contam
histórias referentes ao território. A primeira, fala sobre alguns animais que acordam na primavera e se dão conta de que não têm mais onde conseguir comida, já que grande parte da floresta em que viviam foi destruída para a construção de um condomínio de casas. A segunda, fala sobre as aventuras de um idoso que decidiu colocar balões em sua casa depois que o tribunal mandou que fosse para um asilo para a casa ser destruída a fim de construir um prédio.
Após assistirem aos filmes, as crianças fizeram uma reflexão crítica através de cartazes, da fala e da escrita, relacionando suas realidades com o que foi contado nas histórias.

25 de março - A oficina da última semana, realizada no dia 25, abordou o tema da comunicação. O objetivo foi instigar as crianças a pensar as diferentes formas de comunicação e associá-las as formas utilizadas por elas no dia-a-dia. A atividade foi realizada no pátio da Minha Casa Rural e contou com brincadeiras que necessitavam de uma comunicação clara entre as crianças, ressaltando a importância do ouvir no processo comunicativo. Para a atividade foram utilizados os vídeos abaixo:



27 de fevereiro de 2014

Saiba mais sobre as últimas oficinas do projeto do TSA

Terceira oficina de Educomunicação lembra atividade do NAUrb

Contar histórias. Esse foi o tema da terceira oficina de Educomunicação do Trabalho Socioambiental, realizada no dia 18 de fevereiro. O objetivo da atividade foi descrever a oficina realizada no dia 11, pelo Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel. Divididas em cinco grupos e orientadas pela equipe do TSA, as crianças produziram cartazes com suas interpretações sobre a atividade do DRUP. A chegada na Pastoral, a produção dos desenhos, a apresentação para o grupo, a hora do lanche e as brincadeiras foram representadas nas cartolinas através de palavras, desenhos e recortes de revista.


Na 4ª semana de atividades, o Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel realiza oficina de mapas

Na última terça-feira, 25, a oficina ficou sob a coordenação da equipe do NAUrb. A fim de dar continuidade à atividade iniciada no dia 11, as crianças elaboraram coletivamente um mapa do local onde moram.
Essa experiência do NAUrb foi um piloto realizado com as crianças, já que as metodologias são predominantemente voltadas para o trabalho com adultos.
Cada participante foi convidado a contribuir, indicando o espaço destinado à sua casa e lembrando dos elementos que compõem o bairro, a partir de um ponto de partida, representado pelo desenho do prédio da Minha Casa Rural. Através do mapa foi possível identificar características do lugar vistas pelos olhos das crianças, assim como alguns problemas e pontos significativos na visão dos pequenos.

Na próxima semana não haverá oficina devido ao feriado de Carnaval. No dia 11 de março o TSA retomará as atividades com uma oficina que abordará o tema das diferenças.

14 de fevereiro de 2014

Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel desenvolve oficina no projeto do TSA

Na última terça-feira, 11, o NAUrb - Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel, foi responsável pela oficina realizada com as crianças no projeto de Educomunicação do TSA. A oficina contou com a participação de 20 crianças que, através de desenhos, expressaram seus olhares sobre o local onde moram.

Metodologia e pesquisa do NAUrb
A atividade, segundo a professora e coordenadora do NAUrb, Nirce Saffer Medvedovsk​i, faz parte do Diagnóstico Rápido Urbano Participativo, o DRUP, que prioriza a percepção do morador sobre o ambiente. Segundo Nirce, o projeto de pesquisa do NAUrb é amplo. Além de pesquisar as tecnologias sociais aplicadas ao tema da habitação de interesse social, o projeto trabalha com a questão das políticas públicas- analisando como elas podem incorporar os processos participativos- das novas tecnologias, da saúde e habitação e, principalmente, dos métodos participativos. "O nosso grupo de pesquisa entende que o projeto inicia com a participação do usuário. O usuário tem que ser o primeiro a ser escutado. Nós entendemos que as coisas mais básicas sobre o local, eles sabem nos passar", relatou a professora.
A utilização da tecnologia foi pensada a partir da necessidade de renovação da metodologia dos diagnósticos participativos. De acordo com Nirce, o avanço da comunicação e das infinitas possibilidades que ela dispõe não podem ser ignorados.

A oficina
Na oficina com as crianças, foram utilizados métodos tradicionais. Através do desenho, foi proposto que cada criança representasse a casa onde mora. Para a Arquiteta e pesquisadora no NAUrb, Roberta Santa Catharina com essa atividade é possível conhecer cada uma das crianças, assim como suas moradias. "A nossa ideia era propôr que elas desenhassem o lugar onde elas moram e depois desenhassen o desejo delas, como elas gostariam que fosse o lugar que elas moram, a casa, o bairro ou a rua", explicou Roberta.
A segunda parte da atividade será realizada em outra oficina do NAUrb, ainda como data a ser definida. Já as tecnologias participativas serão incorporadas às atividades com os próximos encontros, que serão pensados a partir da produção das crianças.

Veja abaixo o vídeo da atividade:

7 de fevereiro de 2014

TSA iniciou nesta semana o projeto de Educomunicação

Com as atividades da primeira oficina e muitas brincadeiras, inciou na última terça-feira, 4, o projeto de Educomunicação do TSA. A primeira oficina contou com a participação de 11 crianças que foram recebidas pela equipe do Trabalho Socioambiental e pela Pastoral da Criança.
No início da oficina os estagiários do TSA apresentaram a proposta do projeto para as crianças e para os pais. Logo após, os pequenos puderam pintar um de seus equipamentos de trabalho - um microfone feito de papelão - e entrevistar os colegas. Duplas foram formadas e, depois de realizadas as entrevistas, cada repórter apresentou seu entrevistado para o grande grupo.
O objetivo da primeira oficina foi promover a interação entre as crianças e estabelecer os primeiros contatos entre elas. As respostas apresentadas permitiram à equipe do TSA conhecer um pouco sobre as características de cada um, podendo, desta forma, direcionar as atividades para atender às preferências dos participantes.
Na próxima semana o NAUrb - Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel, fará uma oficina adaptada do DRUP - Diagnóstico Rápido Urbano Participativo. Através de desenhos, as crianças irão retratar o local onde vivem.

Confira abaixo algumas fotos da primeira oficina:


28 de janeiro de 2014

Equipe do TSA mobiliza crianças para projeto de Educomunicação

Na manhã de segunda-feira, 27, a equipe do Trabalho Socioambiental esteve mobilizando as crianças residentes do entorno da Sanga das Três Vendas para as oficinas de Educomunicação, que terão início na semana que vem, nos dias 4 e 6 de fevereiro.
A equipe de trabalho visitou 20 crianças entre as que já participaram do projeto piloto no ano passado e novos participantes, mapeados nas saídas de campo.

Foram entregues convites para os pais, junto a autorização que deverá ser assinada pelo responsável para a participação da criança no projeto.
As oficinas pretendem estimular a criatividade e o trabalho em equipe através da elaboração de um jornal mural que abordará temas referentes ao bairro, de acordo com o que for mais significativo para as crianças.

23 de janeiro de 2014

Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel fará oficina no projeto do TSA

Na última sexta-feira, 17, o TSA esteve reunido com o NAUrb - Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas. O objetivo foi retomar a parceria de trabalho para que o Núcleo desenvolva oficinas no projeto que será realizado com as crianças a partir do dia 4 de fevereiro.
No encontro estiveram presentes a arquiteta e bolsista do NAUrb, Roberta Santa Catharina, a coordenadora do TSA, Aline Fonseca, os estagiários de Serviço Social, Jéssica Ávila e Patrick Nunes, e a estagiária de Jornalismo, Eduarda Lemes.
Roberta contou à equipe do TSA sobre as experiências do NAUrb com crianças, ressaltando uma atividade realizada com a aplicação do DRUP - Diagnóstico Rápido Urbano Participativo. O DRUP é uma metodologia de pesquisa utilizada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPel desde 2001 que consiste na aplicação de entrevistas semi-estruturadas com a finalidade de diagnosticar os problemas e os benefícios de dada localidade através da utilização de palavras.
Com as crianças a metodologia será adaptada. Teremos, então, a realização de um DRUPinho. Roberta conta que, ao invés de palavras, as crianças produzem desenhos e que através deles é possível trabalhar o lugar a partir do que é significativo para as crianças.
A oficina do DRUPinho tem previsão de ser realizada na segunda semana de atividades, nos dias 11 e 13 de fevereiro. Para saber mais sobre a parceria entre TSA e NAUrb, siga acompanhando o blog do TSA e o página do facebook: Trabalho Socioambiental Pelotas.

22 de janeiro de 2014

Dois novos projetos para 2014: Educomunicação em foco no TSA

Nos meses de fevereiro e abril deste ano, o Trabalho Socioambiental do SANEP iniciará dois novos projetos. Visando a continuidade do trabalho já iniciado com as crianças do bairro Santa Terezinha, com o projeto Jornaleco, o TSA reuniu a Prefeitura de Pelotas, através da Secretaria Municipal de Justiça Social e Segurança, a Pastoral da Criança e as Universidades Católica e Federal de Pelotas, através dos cursos de Serviço Social, Antropologia, Arquitetura e Jornalismo. O objetivo é que junto ao SANEP possa ser realizado um trabalho integrado com o intuito de propiciar a abertura de espaços dialógicos para o desenvolvimento social de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social que residem no entorno da Sanga das Três Vendas.

Os projetos
Para reiniciar as atividades com as crianças e adolescentes, o TSA utilizará o conceito e as metodologias da Educomunicação. A partir da criação de espaços participativos será estimulada a apropriação da técnica comunicativa, a fim de estimular a reflexão sobre os meios de comunicação na atualidade. As técnicas comunicativas que serão trabalhadas são as de jornal mural, que fará parte das oficinas realizadas com as crianças de seis a 12 anos, e a de rádio comunitária, realizada nas oficinas com adolescentes de 12 a 17 anos.

Jornal Mural
As atividades desenvolvidas com as crianças terão início no dia 4 de fevereiro e pretendem integrar as ações do TSA, das Universidades e da Prefeitura. A produção de um jornal mural – atividade geralmente desenvolvida em escolas – será combinada a demais atividades que visem o estímulo à criatividade e a imaginação das crianças. Considerando a faixa etária dos participantes da oficina, as atividades serão realizadas através da composição de cartazes com imagens e pequenos textos utilizando recortes de revista, desenhos, pinturas, colagens e demais técnicas que promovam o trabalho em equipe e a diversão.
A ideia é que as crianças possam ter nas oficinas momentos de lazer e de aprendizado, fazendo dos encontros um espaço para pensar o bairro e a comunidade numa forma divertida de produzir notícias. Os cartazes produzidos serão distribuídos pelo bairro nas Unidades Básicas de Saúde, escolas, igrejas e demais instituições do entorno. O jornal mural abordará temas referentes ao bairro e as relações sociais que se estabelecem no lugar onde vivem, partindo do que for significativo para as crianças.

Formação de Comunicadores Comunitários
A fim de estimular a capacidade e o potencial crítico dos adolescentes e jovens, a participação comunitária, a formação de grupos de jovens no bairro e a reflexão sobre o direito e a democratização da comunicação, o TSA estabeleceu uma parceria com o curso de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas para propor o projeto de formação de comunicadores comunitários no bairro Santa Terezinha.
O projeto tem por objetivo propiciar a apreensão da técnica radiofônica em oficinas direcionadas a adolescentes e jovens de baixa renda, estimulando a coletividade, a produção de conteúdo feita pelos próprios moradores do local e a reflexão sobre o papel da comunicação.
As atividades serão oferecidas para adolescentes de 12 até 17 anos em encontros semanais, com início no mês de abril. Segundo o professor e coordenador do curso de Jornalismo da UFPel responsável pelas oficinas, Ricardo Fiegenbaum, será trabalhada a técnica do rádio, com a utilização dos equipamentos necessários – microfone, computador, mesa de som etc. -, ao mesmo tempo em que serão discutidos os aspectos inclusivos e exclusivos da comunicação e as formas de participação social nesse processo.

Parcerias
As atividades serão coordenadas pela equipe técnica do TSA e serão realizadas no espaço destinado à Pastoral da Criança, na Minha Casa Rural, localizada na rua Santa Clara. A Pastoral oferecerá atendimento às famílias das crianças e adolescentes, principalmente às crianças de até seis anos e gestantes, visando à prevenção em saúde com medidas de segurança alimentar, fortalecimento de vínculos afetivos e encaminhamentos aos serviços de saúde e socioassistenciais. A Secretaria Municipal de Justiça Social e Segurança entrará como parceira dos projetos oferecendo o lanche para os participantes das oficinas. Já as Universidades participarão dos projetos acompanhando as oficinas e oferecendo atividades nas suas respectivas áreas de atuação.

26 de novembro de 2013

Audiência Pública debate a Lei da Mídia Democrática em Pelotas

A democratização da mídia foi tema da audiência pública que aconteceu ontem, 25, na Câmara de Vereadores de Pelotas. Abordando assuntos referentes a situação atual de oligopólios de comunicação no país e considerando a importância e urgência da pluralidade de vozes que deveria
m aparecer nos grandes meios, a Câmara de Vereadores de Pelotas, juntamente com a RadioCom e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) promoveram um debate acerca do tema, visando a apresentação da Lei da Mídia Democrática. Estiveram palestrando no encontro o integrante do Comitê Regional Pelotas do FNDC, Diames Brum, o jornalista da RadioCom, Marcelo Granada, os professores Ricardo Fiegenbaum e Patrícia da Cunha, da UFPel, e Renato Della Vechia, da UCPel, além dos vereadores Marcus Cunha, Ivan Duarte, Marcos Ferreira, Edmar Campos e Ademar Ornel.

Lei da Mídia Democrática
O Projeto de Lei da Mídia Democrática é um projeto de iniciativa popular que pretende ampliar a liberdade de expressão, entendendo que os meios de comunicação da atualidade não abrem espaço para muitos dos segmentos da sociedade. A proposta de Lei é que sejam verdadeiramente proibidos os monopólios e oligopólios na mídia brasileira (que já são proibidos por Lei), não se caracterizando isso como censura mas, sim, como garantia da pluralidade no conteúdo veiculado pela mídia, além da facilitação ao acesso às redes de comunicação de massa e a criação do Conselho Nacional de Políticas de Comunicação.
Para saber mais sobre o projeto de lei, acesse: http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/
Sobre os movimentos pela Democratização da Comunicação: http://fndc.org.br/

8 de novembro de 2013

Texto: "O direito à cidade", de David Harvey

Vivemos numa época em que os ideais de direitos humanos tomaram o centro do palco. Gasta-se muita energia para promover sua importância para a construção de um mundo melhor. Mas, de modo geral, os conceitos em circulação não desafiam de maneira fundamental a lógica de mercado hegemônica nem os modelos dominantes de legalidade e de ação do Estado. Vivemos, afinal, num mundo em que os direitos da propriedade privada e a taxa de lucro superam todas as outras noções de direito. Quero explorar aqui outro tipo de direito humano: o direito à cidade.
[...] Como em todas as fases anteriores, a expansão mais recente do processo de urbanização trouxe consigo mudanças incríveis no estilo de vida. A qualidade da vida nas cidades virou uma mercadoria, num mundo onde o consumismo, o turismo e as indústrias culturais e do conhecimento se tornaram aspectos importantes da economia urbana.
A tendência pós-modernista de incentivar a formação de nichos de mercado, nos hábitos de consumo e nas expressões culturais, envolve a experiência urbana contemporânea numa aura de liberdade de escolha – desde que se tenha dinheiro. Proliferam os shopping centers, cinemas multiplex e lojas padronizadas, as lanchonetes e as lojas artesanais. Temos agora, nas palavras da socióloga Sharon Zukin, a “pacificação pelo cappuccino”.
Até os empreendimentos imobiliários monótonos e insípidos dos subúrbios americanos, que continuam a dominar em algumas áreas, agora recebem um antídoto no movimento do “novo urbanismo”, que pretende vender uma réplica customizada da vida nas cidades. É um mundo em que a ética neoliberal de individualismo, acompanhada pela recusa de formas coletivas de ação política, se torna o modelo para a socialização humana.
Vivemos, cada vez mais, em áreas urbanas divididas e propensas a conflitos. Nos últimos trinta anos, a virada neoliberal restaurou o poder de elites ricas. Catorze bilionários surgiram no México desde então, e em 2006 o país ostentava o homem mais rico do planeta, Carlos Slim, ao mesmo tempo em que a renda dos pobres tinha estagnado ou diminuído. Os resultados estão indelevelmente gravados no espaço das nossas cidades, que cada vez mais consistem de fragmentos fortificados, condomínios fechados e espaços públicos privatizados, mantidos sob vigilância constante. Em especial no mundo em desenvolvimento, a cidade, como escreveu o urbanista italiano Marcello Balbo, está se partindo em fragmentos diferentes, com a aparente formação de “microestados”. Bairros ricos dotados de todo tipo de serviços, como escolas exclusivas, campos de golfe, quadras de tênis e segurança particular patrulhando a área 24 horas, convivem com favelas sem saneamento, onde a energia elétrica é pirateada por uns poucos privilegiados, as ruas viram torrentes de lama quando chove, e a norma é a moradia compartilhada. Cada fragmento parece viver e funcionar de forma autônoma, aferrando-se firmemente ao que conseguiu agarrar na luta diária pela sobrevivência.
Nessas condições, os ideais de identidade urbana, cidadania e pertencimento se tornam muito mais difíceis de sustentar. A redistribuição privatizada por meio de atividades criminosas ameaça a segurança individual a cada passo, provocando a demanda popular pela repressão policial. Até mesmo a ideia de que a cidade possa funcionar como um corpo político coletivo, um lugar dentro do qual e a partir do qual possam emanar movimentos sociais progressistas, parece implausível. Há, porém, movimentos sociais urbanos tentando superar o isolamento e remodelar a cidade segundo uma imagem diferente daquela apresentada pelas incorporadoras imobiliárias, apoiadas pelos financistas, as grandes corporações e um aparato estatal local com mentalidade cada vez mais influenciada pelos negócios.
O investimento capitalista na transformação das cidades tem um aspecto ainda mais sinistro. Ele acarretou repetidas ondas de reestruturação urbana através da “destruição criativa”, que quase sempre tem uma dimensão de classe, uma vez que são os pobres, os menos favorecidos e os marginalizados do poder político que sofrem mais com o processo. A violência é necessária para construir o novo mundo urbano sobre os destroços do velho.
Haussmann arrasou os velhos cortiços parisienses, usando o poder de expropriação do Estado em nome do progresso e da renovação cívica. Ele organizou deliberadamente a remoção
de grande parte da classe trabalhadora e de outros elementos indisciplinados do Centro da cidade, onde constituíam uma ameaça à ordem pública e ao poder político. Criou um desenho urbano no qual se acreditava – incorretamente, como se viu em 1871 – que haveria um nível de vigilância e controle militar suficiente para garantir que os movimentos revolucionários fossem dominados facilmente. No entanto, como Friedrich Engels apontou em 1872:
Na realidade, a burguesia tem apenas um método de resolver o problema da habitação à sua maneira – isto é, resolvê-lo de tal forma que a solução reproduz, continuamente, o mesmo problema. Esse método se chama “Haussmann” (...) Por mais diferentes que sejam as razões, o resultado é sempre o mesmo; as vielas e becos desaparecem, o que é seguido de pródigos autoelogios da burguesia por esse tremendo sucesso, mas eles aparecem de novo imediatamente em outro lugar (...) A mesma necessidade econômica que os produziu vai produzi-los no lugar seguinte.
[...] A urbanização, podemos concluir, vem desempenhando um papel fundamental no reinvestimento dos lucros, a uma escala geográficacrescente, mas ao preço de criar fortes processos de destruição criativa que espoliaram as massas de qualquer direito à cidade. O planeta como canteiro de obras se choca com o “planeta das favelas”.
[...] Um passo para a unificação dessas lutas é adotar o direito à cidade, como slogan e como ideal político, precisamente porque ele levanta a questão de quem comanda a relação entre a urbanização e o sistema econômico. A democratização desse direito e a construção de um amplo movimento social para fazer valer a sua vontade são imperativas para que os despossuídos possam retomar o controle que por tanto tempo lhes foi negado e instituir novas formas de urbanização. Lefebvre estava certo ao insistir em que a revolução tem de ser urbana, no sentido mais amplo do termo; do contrário, não será nada.

Leia o texto completo: http://bit.ly/13TZqqe

23 de outubro de 2013

TSA discute a supervisão de estágio

Tendo por objetivo a reflexão sobre o trabalho de levantamento de dados, que vem sendo desenvolvido desde o dia 11 de setembro no loteamento Santa Cecília, a equipe formada pela assistente social Aline Fonseca, as estagiárias Jéssica Ávila e Laura Vaz e o coordenador da pós-graduação do curso de Antropologia da Universidade Federal de Pelotas, Francisco Luiz Neto se reuniu na manhã de hoje, 23, na sede do TSA.
O encontro serviu como espaço para discussão e troca sobre as percepções individuais das experiências de cada um nas saídas de campo. A perspectiva da pesquisa etnográfica foi a base dos relatos da equipe que já conversou com mais de 15 famílias e realizou encaminhamentos que mediam o acesso da população às políticas públicas. O papel do pesquisador na comunidade também foi discutido, instigando a reflexão sobre as situações cotidianas que se colocam frente à pesquisa e sobre a posição do pesquisador na comunidade.

13 de setembro de 2013

Primeira etapa do mapeamento socioambiental começa no Lot. Santa Cecília

Com o intuito de envolver a população nos processos de planejamento e execução de ações pensadas para a comunidade, a equipe de Trabalho Socioambiental (TSA) do Sanep iniciou, na tarde de quarta-feira, 11, o processo de mapeamento do Loteamento Santa Cecília, no bairro Santa Terezinha.
A primeira etapa do mapeamento trata-se de um pré-diagnóstico, realizado através de um questionário piloto que será respondido pelos moradores do local. O objetivo deste primeiro contato é conhecer o loteamento e suas necessidades quanto a projetos e infraestrutura.
Segundo a coordenadora da equipe do TSA, a assistente social Aline Fonseca, o início do mapeamento para a produção do diagnóstico é fundamental quando o objetivo é pensar em atividades de ação direcionadas para a área, que é prioridade do TSA por ser entorno da Sanga das Três Vendas.
A equipe de campo, composta pela coordenadora do TSA e por duas estagiárias do curso de Serviço Social da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), visitou algumas famílias na tarde de quarta-feira, juntamente com a equipe do Programa de Redução de Danos da Secretaria de Saúde (SMS), e prosseguirá com o trabalho na próxima semana, nos dias 17 e 18.

A fim de dar continuidade à ação, após a finalização da primeira etapa de caráter quantitativo, o Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel (Naurb) fará um levantamento da área através da metodologia do Diagnóstico Rápido Urbano Participativo (Drup). No Drup, questões mais abertas sobre o re-planejamento do espaço poderão ser respondidas pela população, completando o mapeamento socioambiental da área.
O objetivo é estar com o mapeamento concluído para que, junto com as secretarias envolvidas no projeto - de Gestão e Mobilidade Urbana (SGMU); SMS e de Educação e Desporto (Smed) - possa ser pensada alguma ação de requalificação dos espaços urbanos e o desenvolvimento de políticas públicas direcionadas às reais necessidades dos moradores.


Construção conjunta do questionário
O questionário que será respondido pelas famílias do Loteamento Santa Cecília, durante a realização do mapeamento socioambiental, foi avaliado pelo Grupo de Trabalho na última terça-feira, 10. 
Questões como número de membros que compõem a família, situação ocupacional, nível de escolaridade e vinculação a programas oferecidos pelo governo estão presentes no questionário que foi escrito coletivamente pelo Grupo de Trabalho. A ideia é realizar o levantamento quantitativo sobre as famílias abrangendo perguntas que podem servir de subsídio ao planejamento de projetos vinculados à políticas públicas para a área.

29 de agosto de 2013

TSA retoma articulação com o Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel

Na última terça-feira, 27, a coordenadora do TSA Aline Fonseca, a escrevente Cátia Amaral e a estagiária Laura Vaz estiveram reunidas com três dos bolsistas do Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas, o Naurb. No encontro, que visou retomar a possibilidade de parceria entre TSA e Naurb, foi discutida a perspectiva de realização do DRUP - Diagnóstico Rápido Urbano Participativo - nas localidades de entorno da Sanga das Três Vendas.
O DRUP é um questionário que atenderá o mapeamento realizado pelo TSA numa perspectiva mais qualitativa, enquanto que o convênio com a Agência da Lagoa Mirim propiciará o levantamento quantitativo necessário para compor o diagnóstico socioambiental e socioeconômico da área.
Para Aline Fonseca os dois questionários - do Naurb e da ALM - não se anulam, mas se completam e qualificam o diagnóstico final das áreas de entorno da Sanga. O próximo passo é a formalização da parceria. Para isso na próxima semana o TSA voltará a se reunir com o Naurb, representado pela
coordenadora da equipe, a professora Nirce Saffer Medvedovski.
Conheça o NAURB clicando aqui.

Foto: Cátia Amaral

13 de agosto de 2013

Integração é foco inicial do GT formado pelo TSA

O grupo de trabalho, formado para pensar coletivamente nas questões que se referem a melhora nas condições socioambientais das comunidades do entorno da Sanga das Três Vendas, se reuniu na sede do TSA na tarde de hoje a fim de dar início às atividades de trabalho.

O foco do GT, neste primeiro momento, é integrar as secretarias a fim de pensar em um planejamento conjunto a partir da formação do Comitê Gestor da Bacia, que será constituído por moradores, equipe técnica, Universidades e Organizações Comunitárias. Entre as pautas da reunião a possibilidade de requalificação urbana de locais de entorno e métodos de participação efetiva da população nas decisões quanto aos empreendimentos foram discutidos. O objetivo do encontro do GT é preparar o grupo para os assuntos que surgirão a partir das primeiras saídas de campo na comunidade. A ideia é integrar projetos entre secretarias e instituições parceiras para possibilitar uma ação conjunta nas áreas de intervenção, visando um mesmo projeto: a revitalização da Sanga das Três Vendas, que será discutida a partir do Comitê Gestor da Bacia.

Estiveram presentes a equipe do TSA, as representantes do Programa Redução de Danos da Secretaria Municipal de Saúde, Silvia Martins, Adriane Eslabão e Fabiane Rossales, duas representantes do CRAS Zona Norte, Josiane Ieque e Rosângela Grill e Jorge Alves representando a Secretaria de Gestão e Mobilidade Urbana.

9 de agosto de 2013

Saída de Campo: Obras CG3

A equipe de trabalho do TSA percorreu o trajeto do Coletor Geral 3 no final do mês de julho. O objetivo da saída de campo foi acompanhar os reparos que agora, após o término da obra do CG3, estão sendo realizados nos locais onde foram identificados os transtornos da obra.
Duas frentes de trabalho da empresa Sanenco estão instaladas nas ruas do residencial G Gotuzzo, na Lindoia, e na rua Santo Antônio, bairro Santa Terezinha, a fim de realizar os reparos no asfalto.

8 de agosto de 2013

TSA busca parcerias para composição de GT

Na nova fase do projeto Socioambiental, o TSA está compondo um Grupo de Trabalho -GT- envolvendo representações de Secretarias Municipais, Universidades e Organizações Comunitárias. O objetivo do GT é desenvolver ações integradas visando desenvolver melhorias nas condições socioambientais das comunidades do entorno da Sanga das Três Vendas. Na última segunda-feira, 5, três atividades foram realizadas para o planejamento de um novo projeto que dará continuidade ao trabalho iniciado com as crianças da comunidade.
Os encontros realizados aconteceram no intuito de unir esforços para a elaboração de um projeto que atenda crianças e jovens moradores da região do entorno da Sanga no turno inverso escolar. Em reuniões com o CRAS - Centro de Referência em Assistência Social - Zona Norte e com o programa Redução de Danos, da Secretaria Municipal de Saúde, a equipe do Trabalho Socioambiental firmou novas parcerias para planejamento e atuação no projeto. O objetivo é o desenvolvimento de atividades de caráter lúdico e participativo a fim de propiciar espaços para a mobilização da comunidade como um todo.
Na próxima semana o TSA reunirá todos os parceiros para a discussão das atividades e do cronograma de trabalho.


TSA se reúne com a secretária de Gestão da Cidade e Mobilidade

Na terça-feira, 6, o TSA esteve em reunião no CAPA, Centro Administrativo da Prefeitura de Pelotas, com a secretária de Gestão da Cidade e Mobilidade, a arquiteta Joseane Almeida. Após a apresentação da segunda etapa de trabalho, a equipe do TSA expôs a demanda da população do entorno da Sanga referente às possibilidades de revitalização do local. O objetivo da reunião foi firmar uma parceria a fim de garantir a participação da secretaria na resolução das demandas da população do entorno e na elaboração dos projetos destinados ao entorno da Sanga das Três Vendas. Estiveram presentes a coordenadora do TSA, Aline Fonseca, as estagiárias do curso de Serviço Social, Jéssica Ávila e Laura Vaz e a secretária Joseane Almeida.

2 de agosto de 2013

Últimos acertos antes do início das ações da ALM

Os últimos acertos antes do início do trabalho da Agência da Lagoa Mirim em parceria com o TSA foram definidos ontem, 1, em reunião na sede da ALM. A ideia é que as ações previstas no cronograma da parceria possam ser iniciadas nas localidades de entorno da Sanga das Três Vendas após a assinatura do convênio.
Entre as atividades que serão desenvolvidas na parceria estão:
- A criação de um Comitê Gestor da Bacia, formado por moradores do local com a assessoria da equipe técnica do Sanep e da Agência da Lagoa Mirim;
- Levantamento socioeconômico e socioambiental da área de abrangência do projeto;
- Monitoramento ambiental da Sanga;
- Elaboração de estratégias para recuperação da Sanga e do entorno.
O objetivo das ações desenvolvidas através da parceria do TSA com a ALM é identificar as condições relacionadas com a qualidade de vida e as possibilidades de utilização de diferentes sistemas de saneamento na região. A pretensão é que um questionário piloto de levantamento econômico e social seja aplicado em 20 unidades (residências ou empreendimentos) a fim de verificar a qualidade dos dados produzidos e a adequação do questionário.

18 de julho de 2013

TSA realiza oficina de educação socioambiental para professores da escola Joaquim Duval

Na manhã da última segunda-feira, 15, tiveram início as oficinas do projeto Educomunicação - práticas de jornalismo comunitário e ambiental no Py Crespo e Vizinhança da Universidade Federal de Pelotas. O projeto, realizado em parceria com o TSA, consiste na instrumentalização de multiplicadores em educomunicação socioambiental no bairro Py Crespo. As primeiras oficinas, que são direcionadas aos professores da escola Joaquim Duval, foram as de escrita jornalística e educação socioambiental. Ao todo participaram das oficinas 15 professores de diferentes disciplinas.

A oficina de escrita jornalística foi desenvolvida por estudantes dos cursos de Letras e Jornalismo da UFPel. Além de apresentar noções básicas sobre o texto jornalístico, abrangendo técnica e produção através do uso da linguagem, a oficina instigou a reflexão crítica sobre os meios de comunicação, dando início aos debates que propõe a educomunicação. Para Cíntia Ribeiro, professora da escola nas disciplinas de História, Sociologia e Filosofia, despertar o senso crítico nos alunos dá a possibilidade de que se formem indivíduos para a sociedade. "Sem o olhar crítico o aluno é manipulável. Deixa de ser criativo e potente. Eles vão ter o diploma, mas não opinião. A pessoa só consegue ser um indivíduo quando tem senso crítico sobre as coisas", disse.

Já a oficina de educação socioambiental foi coordenada pela equipe do TSA. Através da fala da coordenadora do projeto foi possível estabelecer o debate acerca das questões da área numa nova perspectiva de pensamento: do local para o global. Segundo a coordenadora do TSA, Aline Fonseca, a ideia da oficina é pensar a problemática socioambiental a partir do conceito de justiça ambiental, considerando a educação ambiental como uma ferramenta que possibilita e dá visibilidade aos conflitos e injustiças ambientais a partir do território no qual as pessoas estão inseridas.
Na opinião do professor de Artes da escola, Marcelo Silva, a participação dos alunos no processo de instigar a reflexão na comunidade se dá no momento em que são vistos como membros ativos e, a partir disso, se mostram agentes importantes no seu próprio ambiente.

No total, serão oferecidas oito oficinas de preparação aos professores e oito encontros durante a produção do jornal com os alunos. Na terça-feira, 16, os professores receberam noções de diagramação e fotografia. As próximas oficinas do projeto serão oferecidas no mês de agosto.

24 de junho de 2013

Jornaleco na Trilha da Sanga encerrou suas atividades no último dia 12

Com um evento realizado no dia 12 de junho na Escola Machado de Assis, o TSA finalizou o projeto que abriu as portas para o trabalho de mobilização social da comunidade dos bairros Santa Terezinha e Py Crespo. O Jornaleco na Trilha da Sanga encerrou suas atividades com a discussão dos vídeos ambientais produzidos no projeto.
A diretora da Escola Machado de Assis, Márcia Souza da Rosa, recebeu o TSA e a comunidade escolar e apresentou, junto com os alunos, os materiais produzidos a partir da discussão dos vídeos do Jornaleco em sala de aula.



O evento
A abertura do evento foi realizada com a apresentação musical de Marco Gottinari, idealizador da oficina "Ourum - o contador de histórias". Logo após, as crianças que participaram do projeto Jornaleco na Trilha da Sanga falaram sobre as oficinas e a experiência de produção dos vídeos.  
Depois da exibição dos dois vídeos do projeto, a escola Machado de Assis apresentou os materiais feitos pelos alunos, entre eles cartazes, panfletos com dicas sobre como ajudar a resolver os problemas do bairro e um vídeo ressaltando as percepções dos alunos acerca do Jornaleco e das questões abordadas nos vídeos: a praça Castro Alves e a Sanga das Três Vendas.
Estiveram presentes no evento a equipe do TSA, a Assistente de Projetos Sociais da CAIXA, Maria Elisabeth Sperb, representantes da AMIZ, a idealizadora do Jornaleco, Krischna Duarte, e a equipe da Redução de Danos da Secretaria de Saúde do Município.

5 de junho de 2013

Coletivo Educador segue atividades de trabalho

O Coletivo Educador seguiu hoje, 5, com seus encontros de rotina. Entre as pautas da reunião foi discutida a primeira saída de campo das estagiárias do curso de Serviço de Social realizada ontem nas comunidades de entorno da Sanga das Três Vendas. O trabalho, que prevê uma rotina de visitas à comunidade, pretende contribuir significativamente para as ações de mobilização social e mapeamento histórico da Sanga.
As próximas atividades de produção do documentário da Trilha da Sanga também foram discutidas, assim como a consolidação do Conselho de Saúde do bairro Py Crespo, que estará em reunião na tarde de hoje. As atividades de produção do documentário seguem na tarde de quinta-feira, 6, com a realização de uma roda de memórias dos moradores da rua Darcy Cazarré - Passeio 1.